terça-feira, 1 de novembro de 2016

Hey, That's No Way To Say Goodbye

Não é um adeus propriamente dito,mas sim uma pausa.

Depois de muito refletir (quase um ano para ser sincera), eu resolvi dar um tempo aqui nesse blog. Isso não significa que não vou deletá-lo, nem nada do gênero, ele irá continuar aqui com todos os seus posts e tudo mais. Para ser sincera novamente,enjoei daqui. Acabei enjoando da plataforma blogspot e todos os seus trambites chatos para tentar mudar o design, enjoei de tentar alavancar aqui, que culminou de enjoar de minha própria existência. E com todos esses bad feelings me rondando, resolvi que era de mudar.

E por isso eu criei um novo blog (que está há mais de 4 meses criados, só que ainda não publiquei nada também), no wordpress para testar essa nova plataforma que tanto me causava curiosidade.
Para todos os efeitos o novo blog é




Um dia talvez eu volte aqui e escreva tudo o que escrevi nesse novo blog,não é adeus,mas é só um tchau com gostinho de nois se vê por aí.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

#Podcast 01 -- The Beach Boys






Olá meus caros leitores e leitoras, como vocês estão?

Depois de muito tempo sumida, pensando se deveria ou não dar mais uma chance a esse blog, acabei por resolvendo que tinha que dar mais uma chance para esse espaço aqui. (Rezemos para eu não desistir daqui outra vez). Para marcar de vez essa volta, resolvi compartilhar um trabalho que realizei no semestre passado para faculdade: dois podcasts para a disciplina de radiojornalismo.

Caso você saiba, Podcast é uma forma de transmissão arquivo de áudio - geralmente no formato MP3 - que é compartilhado pela internet, criado pelos próprios usuários. Esse tipo de transmissão surgiu por volta do ano de 2005 nos Estados Unidos, e atualmente é uma das plataformas de transmissão de conteúdo que mais vem crescendo nos últimos anos.

Entre minhas colegas de faculdade, eu sou conhecida como a 'Louca dos Podcasts', já que tenho um certo carinho por escutar e conhecer novos podcasts! E claro, eu fiquei doida de alegria para fazer esse trabalho, que acabou sendo umas coisas mais deliciosas do semestre,

Nesse primeiro programa, eu conto em 10 minutinhos a história de uma das maiores bandas norte-americana de rock dos anos 60, que rivalizavam diretamente com os Beatles, os Beach Boys.

Como esse é o meu primeiro podcast, peço que relevem meus errinhos com as pronúncias em inglês. E espero que gostem!


Let's surfin now!




Até a próxima!




sábado, 21 de maio de 2016

Pequenas coisas inacreditáveis

Existem coisas que acontecem a nós que realmente são inacreditáveis. Aquelas pequenas coisas que a gente jura que não pode acontecer conosco, seja pelo azar que possuímos,seja porque acabamos gastando aquela pouca sorte sentando num banco vazio no ônibus lotado, ou pelo inferno astral que nosso signo está passando ( é,essas coisas podem vir acontecer conosco um dia). 

Mas esses dias aconteceu algo comigo que não ainda não estou conseguindo acreditar, que isso seria possível de ocorrer. 

Na última quinta-feira, 20 de maio, marquei uma consulta no oftalmologista, depois de dois anos sem marcar uma consulta, para saber quantos graus a mais eu estava mais cega e para ter uma média de quanto acabaria gastando no meu par de óculos novo. Agendei a tal da consulta para às 10 da manhã e pedi para minha mãe que me acompanhasse, já que sempre passo mal quando tenho que dilatar a vista.

Na noite anterior,comecei a ficar ansiosa.Geralmente quase não fico ansiosa para uma consulta/exame de rotina, mas quando é época de ir no oftalmologista,já não consigo dormir bem, às vezes tenho umas dores de cabeça e o medo de ter uma enxaqueca.

E ai a consulta aconteceu. Tudo ocorreu bem. Dilatei a vista, fiquei uns cinco minutos sem enxergar o médico na minha frente, enquanto ele me explicava que também tinha enxaqueca e começamos a conversar sobre o assunto. E ai dele me deu a notícia, a minha miopia tinha abaixado. 

"Como isso é possível?",indaguei surpresa, já que estava esperando estar com uns dois graus a mais do que possuía. Ele respondeu-me que isso era perfeitamente possível, pois já que a minha miopia havia se estabilizado por um tempo,ela poderia vir a abaixar, e que ainda meu óculos estava com um grau mais forte e que estava forçando demais a minha vista para tentar enxergar melhor as coisas. Em resumo fui de 3,50 no olho esquerdo para 2,75 e 3,75 no olho direito para 3,00. 

Sai do consultório mega feliz e depois fui a ótica escolher meu par de óculos novos. E hoje, busquei-os e estou muito feliz com esse pequeno acontecimento inacreditável. Nunca poderia imaginar que isso poderia acontecer comigo. Se isso foi sorte, eu realmente não sei, mas as vezes o mundo conspira a nosso favor e nos retribuiu com esse tipo de coisa. E espero que isso ainda se repita outras vezes, já que o azar e eu somos parceiros de crime, e chega até enjoar quando tudo dar errar. Só me resta esperar e ver o que acontece.



A famigerada foto com o óculos novo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Goodbye Starman.

Depois de uma noite cheia de azia,má digestão e de sonhos intranquilos que não fizeram me metamorfosear em um inseto gigante,nem num ET vindo de Marte, eu e o mundo acabamos recebendo uma triste notícia que abalou todos de certa forma: na madrugada de hoje, David Bowie nos deixou para retornar à sua terra natal as estrelas. 

Ficamos órfãos de uma hora para outra. A sensação que pairou sobre mim era de como se tivesse perdido um ente querido e aquele vazio pareceu dominar tudo. Ninguém mesmo achou que isso pudesse acontecer, afinal Bowie era um daqueles artistas que a gente acha que vai ser imortal e que nunca iria nos deixar.E sem mais nem menos,isso aconteceu.


Cá estou aqui pensando na melhor forma de agradecer este homem por ter mudado minha vida musicalmente e artisticamente.Bowie entrou na minha vida quando eu tinha uns dez anos,quando assisti pela primeira vez o filme O Labirinto,onde ele interpretava o genial Rei dos Duendes, até hoje considero esse filme com um dos meus favoritos e amo aquela cena dele brincando com a bola de vidro.Depois acabei virando fã mesmo dele quando assisti a Bastardos Inglórios do Quentin Tarantino. Mas a música que ganhou meu coração foi Starman e até hoje tenho ela como uma das minhas queridinhas.

Até hoje fico triste em lembrar que perdi a oportunidade de ir na exposição sobre ele que o ocorreu no MIS, aqui em São Paulo. Entretanto, ele conseguiu salvar o final do ano passado quando pude escrever uma pequena analise de China Girl - hino da minha vida -  para Comunicação Comparada,dando um gás na minha vida.

Sou realmente grata por ter vivido na mesma época que David Bowie e como não sei dizer adeus as pessoas que gosto,fica aqui minha simples homenagem a este grande ser humano que viveu este 69 anos neste planeta e que retornou a sua morada.Das estrelas ele veio e para as estrelas ele retornou.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cemitery Gates

emo_gotico,jpg.

Ano passado tive algumas de Filosofia nas quais estudei um pouco de Freud. Em meio as suas teorias sobre repressão,a loucura e como a sociedade surgiu através de tribos na África e na Ásia,acabei encontrando uma teoria interessante sobre o medo. Freud explica que o medo não é algo esclarecido e quando esclarecido acaba-se com a existência deste. Ao enfrentarmos e revelarmos o real porque de termos tal fobia conseguimos assim por viver melhor. Depois de tal monólogo usando um monóculo para explicar isso,aconteceu algo nesse ano que fez parte dessa teoria entrar em prática. Eu enfrentei meu medo por cemitérios. 

Não vou entrar em detalhes o porque eu sentia tanto medo desse tipo de lugar,pois envolve questões que acarretariam em debates chatos sobre religião e a contestação da minha lucidez (?) e o que menos quero é esse tipo de coisa aqui (até porque eu penso de uma forma e você caro leitor pensa de outra,temos valores diferentes e devemos respeitar isso).



Antes não entrava em cemitério nem se me pagassem um milhão de reais, nem se o papa ou Paul McCartney me pedissem. Eu sabia muito bem várias ruas/bairros que possuíam necrópoles e rotas alternativas para que se pudessem evitar de passar enfrente a uma. E quando algum familiar meu falecia,eu era obrigada a participar do cortejo fúnebre. Mas sempre tinha algo que me fascinava nesse lugar. Seria o silêncio? Seria a sensação de calma que esse lugar me traz? Seria o meu amor por histórias de vampiros? Ou a recente paixão pelo existencialismo? I don't know, mas desde junho encontrei meu novo lugar favorito na cidade de São Paulo. 

Gabriel e eu havíamos saído da Casa do Mário de Andrade, que fica na Barra Funda e cruzamos a cidade em direção à Av. Paulista. Em determinado momento chegamos exausto e um pouco perdidos à Consolação e tudo o que eu sabia sobre aquela região, graças ao SPTV,é se você acha o Cemitério, você acha a Paulista, achamos o cemitério e meu melhor amigo resolveu me testar e entrou e ficou falando para que eu entrasse. Num misto de medo e fascinação, com o coração na boca, entrei e aos poucos, procurando o túmulo de Mário de Andrade, meu medo, aquele serzinho que fica te rondando e te assustando foi se acalmando, e até pude presenciar a gravação de uma série brasileira da HBO (até hoje não sei o nome dessa série, se alguém ver por ai algum episódio que tenha um cortejo fúnebre em um cemitério, me avisa por favor!Eu tava lá esse dia!). 


Apenas observando essas suas zueiras fera.


Um mês depois, logo que sai da exposição do Truffaut, eu e Gabriel fomos lá e achamos o túmulo do Mário e do Oswald de Andrade. E uma semana depois desse dia que foi tão épico, a revista que vem na Folha de São Paulo de domingo,essa matéria,sobre a prefeitura de SP tenta aproximar as necrópoles em lugares em que as pessoas comuns possam frequentar como um tipo de parque,onde terão contato também com a história e com a arte que possuem nos túmulos. 

Passei o resto dos meses descrevendo para qualquer pessoa - inclusive assustando boa parte delas - que o Cemitério e a Consolação se tornaram meu lugar favorito na cidade, o que fez com que eu me tornasse a rainha das trevas e a Consolação ser o sinônimo da minha pessoa.Definitivamente, essa rua se tornou uma espécie de segunda casa para mim. E quando surgiu a oportunidade de fazer uma pauta no trabalho de fotojornalismo sobre o assunto,acabei pirando de alegria. 

Ai começaram alguns problemas de quem iria comigo,já que meus pais baixaram a lei que não poderia ir sozinha e meu parceiro de crime,o Gabriel, esta estudando medicina em Porto Alegre (alguém nessa amizade tem que ficar rico,né mores). Marcava com um não dava,marcava com outro também não. As provas e a data de entrega do trabalho estavam próximas e com isso eu estava quase derrubando essa pauta, foi quando convenci a Joy, o Ricardo e o Wil a me acompanharem nesse rolê e eles aceitaram. E alguns dias antes de cumprir a pauta,acabei perdendo uma tia muito querida e acabei,internamente dedicando esse trabalho a ela. 



Foram quase 100 fotos em duas horas de andanças, em um sábado frio e chuvoso favorável para fotos de túmulos. Andei metade desse cemitério, só não consegui entrar no Cemitério dos Protestantes,onde tinha alguns túmulos góticos ( e eu amo coisa gótica),pois a entrada dessa parte do cemitério fica do outro lado da Consolação e eu já estava bem cansada de andar.

A principal sensação que eu senti e sinto ao olhar essas fotos todas,é de estar dentro de um clipe dos Smiths,até porque um dos lugares que Morrissey, meu rei, gosta de frequentar é os cemitérios e por isso abri esse post com uma foto dele com sua lápide. E por isso, em 1987, os Smiths cantaram em Cemitery Gates, o encontro de dois amigos no cemitério num dia quente de verão. E por um dia, eu entrei de cabeça nessa música.



A dreaded sunny day 
So let's go where we're wanted 
And I meet you at the cemetry gates 
Keats and Yeats are on your side 
But you lose 
'Cause weird lover Wilde is on mine.