quinta-feira, 21 de março de 2013

O mar.



Minha saudade,o mar acabou levando,junto com navios pesqueiros e cruzeiros,amontoados de peixes e pessoas,felizes ou não,algumas enjoadas como balançar do barco,outras cansadas quem sabe.Meu amor entrou num desses barcos e nunca mais voltou,mas a felicidade veio no meio da ondas e junto de si,trouxe a calmaria e os dias repletos de paz e alegria,salpicados de conchas velhas e estrelas do mar.
Ah essas conchas,aquelas pequenas casas de moluscos e caranguejos,que na minha infância,menininhas viviam colecionando-as,mesmo que eu nunca vi sentindo nenhum em fazer isso.Mas com elas podia-se ouvir o mar,bem de longe,convidando-o a vê-lo,senti-lo e ouvi-lo,pelo menos uma única vez antes de partir.
-Venha - dizia ele,em meio ao barulho das ondas - venha me ver ao menos uma vez na vida,antes que eu me vá.
E sob o píer,eu o observei partir,junto as ondas mais calmas,junto com o vento que tocava meu rosto calmamente no meu rosto.E junto com a sua partida,o mar levou minha tristeza,junto com o resto do amor que eu sentia por ele e sua bagagem repleta de ilusão.Mas do que o mar tirá,pensei,o mar trás de volta.Então não devia ficar muito triste com isso.
Eu estava mais feliz do que nunca.

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