segunda-feira, 27 de maio de 2013

E depois,viver

Daqui
Chega um momento,que queremos flutuar um pouco.Que queremos apenas mergulhar e não voltar a superfície tão cedo,porque aqui em cima,a gente acaba desistindo de viver todas as manhãs,que antes haviam uma certa razão de se querer viver antes mesmo de se tomar café-da-manhã,mas agora as enxaquecas são tantas que nos impedem de pensar que dia é hoje e as horas que o relógio marca.É um intenso frenesi sem explicação.É poça de água suja que não se da mais pra pisar,é calçada cheia de pessoas/lixos/entulhos que não se anda mais.São tantas loucuras guardadas em volta de papel de bala,que ficou dentro da minha mochila,que agente nunca mais sabe se isso é certo ou não.
De repente,aquele aquário não faz mais sentido para mim.Eu simplesmente quero ver o mar,ouvir as ondas batendo calmamente na praia,algo que desejo ver ao um certo tempo,mas não sei nadar,não nadarei,apenas observarei com meus óculos limpos e com o por-do-sol a vista no horizonte.Não avisarei quando vou voltar para casa,apenas direi adeus a tudo o que me da enxaqueca,só quero ver o mar,não as pessoas que me rodeiam e andar na chuva fria no fim de tarde,porque ela é melhor que a aula de matemática.
E depois,viver.

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