segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Moscou

Com todas as tuas luzes
Com toda a tua neve
Ainda és a mais sozinha
De todas as capitais

Não admite lágrimas
Não admite loucuras
Mas procura tua felicidade 
Nos peixes e nas vodcas
Mas não encontra

Encontra escritores
Encontra amores
Encontra ódio e paz
Nas tuas fortalezas

Onde os solitários se reúnem 
Para dizer que se encontraram
Num lugar frio e pálido
Chamado Moscou

2 comentários:

  1. Rabiscos de guardanapo de uma noite boêmia vista da janela onde as gotas escorrem lá fora, levando com elas a ressaca de se manter acordado nesta capital vazia...

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