segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Brigadeiro

Não sou boa com os "flertes" em que a vida me proporciona. Até porque eu não sei sorrir de uma forma cativante-bonita-sedutora,nem dar aquelas piscadelas que aprendemos nos filmes,muito menos entregar aquele bilhetinho pro boy dizendo "Tô afim de você, vamos ficar?" ou pior mandar aquela  mensagem com aquela indireta feat declaração no whatsapp. 

Na realidade meus caros,eu não sei fazer nada disso. 



Sou do tipo de pessoa que se você manda olhar discretamente pessoa ou coisa, eu olho da forma menos discreta o possível e ainda solta aquele comentário:"É ele?", deixando não só a pessoa que esta ao meu lado constrangida, mas também aquela em que esta havia me mostrado e todo mundo a nossa a volta. Em resumo, eu sou um desastre.

Mas nesse estranho desastre que eu vivo às vezes me ocorrem algumas engraçadas.

Há mais ou menos duas semanas, eu estava indo para a faculdade realizar a minha prova de Psicologia Social, estava um trânsito e eu fiquei me perguntado se daria tempo de chegar na faculdade, pois a prova seria na primeira aula. Tomei um ônibus um pouco vazio e me sentei  ao lado de um cara,naqueles bancos maiores,aqueles em que as crianças enlouquecem quando sentam.

Até ai tudo bem e como eu estou sem nenhuma música no meu celular, então acabo ficando a mercê dos meus pensamentos, do 3G e do resumo que eu tenho que estudar, então nem ligo para quem esta sentado do meu lado, até acho que a pessoa também esta pouco se lixando para mim. Porém o cara que estava sentado ao meu lado, começou a demonstrar um certo interesse pelas minhas anotações sobre "O que loucura, sobre as formas como a história cuidou dos loucos e de como a sociedade atualmente os encara". Olhei para a criatura e reconheci-o. 

Tomo ônibus com esse ser praticamente todos os dias com esse cara, ele não é feio, nem bonito, mas se me chamasse para tomar um café eu até toparia, sabe? E as vezes sento ao lado dele, quando não tem um lugar disponível perto da janela do lado direito do ônibus,onde fica o trabalho do meu crush.E justamente nesse dia, meu crush não estava trabalhando.

Acabei partindo pro 3G e abri meu whatsapp e descubro que fui incluída num grupo chamada "Família ZIKA de Itupeva".Achei aquilo muito louco e estranho,até porque eu nem sabia onde ficava Itupeva - até que me contaram que ela fica no interior de São Paulo - e segundo que desde que eu troquei de celular, consequentemente acabei trocando o número de celular e não passei para os meus parentes que chato que tinham um grupo no whatsapp e zoavam a minha cara por eu ficar em casa vendo meus filmes do que ir pros 8938493849389 churrascos que eles faziam e ficam totalmente bêbados (existem lá suas vantagens de ser anti social). Sai daquele grupo e já que não tinha nada para fazer, eu comecei a me perder em meus pensamentos.

Me perdi tanto nesses que só voltei para superfície quando vi que o moço que estava sentado do meu lado tirou um brigadeiro de um dos bolsos da bolsa e eu estava no comecinho da estranha dieta que minha mãe havia me colocado, na qual eu estava sem comer doces já fazia uma semana. "Droga, só porque eu to dieta!" pensei.Até que ele se virou para mim e me ofereceu o brigadeiro e acabou me assustando.

"Você aceita um pedaço?"
Pensei, não sabia o que responder, ele ficou me encarando e eu não sabia o que fazer.
"Aceito um pedacinho sim"
Cortei de um jeito desajeitado um pedaço e depois ele deu uma dentada no brigadeiro e me deu o resto.
"Obrigado"
Ele me deu uma piscadela e eu corei e pisquei pro moço também. Flertamos,pelo menos é o que eu acho e foi até engraçado.


Pensei em dizer meu nome pra ele,mas não consegui.Só tinha vontade de rir de tudo por umas duas horas seguidas.Pouco depois ele despediu com um " A gente se vê por aí" e desceu do ônibus no ponto em frente da universidade dele e eu desci no outro ponto, rindo feito uma louca.Quando cheguei na faculdade contei pro pessoal,todos acabaram achando que isso era muito louco e que essas coisas só poderiam acontecer comigo e eles têm razão mesmo!

Fiz a prova e dias depois vi que tirei 10. Não sei se o brigadeiro ou ele deu sorte, mas sexta passada quando estava indo para faculdade, reencontrei no ônibus, ele piscou para mim e pisquei de volta como resposta, depois me sentei num banco no final do ônibus e acabei cochilando e só vi ele descendo do ônibus,ainda sorrindo para mim, enquanto eu pensava: "Deve ta frio assim porque essas coisas estão acontecendo comigo, ou deve ser uma frente fria que se aproximou de São Paulo. Essas coisas acontecem".

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Naturalidade

 Até pouco tempo atrás eu tinha uma relação de amor e de ódio com o futebol. Amor pelo fato de só gostar dele na época de Copa do Mundo, onde eu sempre revelo um estranho conhecimento sobre atuações de seleções, sedes, datas, campeões, pessoas e entre outras curiosidades que aprendi ao longo desses meus dezoito anos de existência. Ódio, pelo fato de eu detestar ter que ver, conviver, ouvir sobre futebol o tempo todo seja em casa ou na faculdade, na televisão ou em qualquer lugar
Porém de uns tempos para cá tudo isso mudou.

Tudo começou com o fato de admitir para eu mesma que eu amo Formula Um e que ninguém mais iria achar estranho uma moça comentando o assunto e depois de meses numa intensa febre de corridas no domingo de manhã, muitos filmes sobre a rivalidade entre o Niki Lauda e o James Hunt e muitas pesquisas no tumblr sobre outros pilotos dos anos 70, eu resolvi que tinha que “dar uma chance“ para o futebol, já que eu havia dado uma para Formula Um.

A tal chance aconteceu, numa noite de sexta-feira de abril, enquanto eu fazia um trabalho sobre a história da Copa do Mundo, para a matéria online que eu faço na faculdade. Enquanto lia sobre a final de 74, entre Alemanha Ocidental e Holanda, acabei encontrando uma das minhas primeiras paixões, se não a primeira e estranhamente avassaladora, Franz Beckenbauer.

Enquanto eu relembrava de como me apaixonei por ele, comecei a sentir interesse a voltar a acompanhar o futebol de perto. Assim, voltei a assistir a programas sobre o assunto e os jogos da Copa do Mundo, do Corinthians, Bayer de Munique e do Manchester United, a ler os cadernos de esportes dos jornais e a discutir o assunto com a minha família, com os meus amigos, com o pessoal da faculdade e da internet.

O futebol acabou voltando a se tornar uma coisa tão natural na minha vida, que sem pensar, acabei comprando um livro na Bienal, sobre o assunto. E só descobri que o livro, chamado Os Garotos do Brasil do Rui Castro, se tratava de futebol quando eu vi o Pelé na capa. Resmunguei um pouco brava, já que eu não gosto tanto assim do Pelé, mas quando folheie o livro, me apaixonei por completo. Porém ainda não tive a oportunidade de lê-lo já que os livros da faculdade e outros que eu já havia comprado para ler neste ano estão tomando o meu tempo.

Agora, divido o meu tempo em ficar lendo sobre futebol, especialmente o futebol alemão e o inglês, pois fiquei atraída demais depois de eu ter conhecido Gerd Müller, Paul Breitner, George Best e Sepp Maier e os estudos da faculdade.

Acabei percebendo que quando começamos a gostar de alguma coisa sem notar, ela acaba se tornando algo natural, vai se acomodando aos poucos, sem a gente se dar conta, se tornando algo “nosso” e é mais ou menos assim que eu me sinto com o futebol. 






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Das ironias,somente as melhores.

Para Grasielly,que conseguiu me tirar da doença da meia-noite

Algum tempo atrás estive conversando com a minha amiga Maria, sobre o fato de nós duas sempre estarmos num intenso (e estranho) bloqueio criativo e maior consequência em nós duas nisso tudo é a precoce morte de nossos blogs.

Esse tal bloqueio criativo é algo um tanto quanto irônico para nós duas, porque fazemos cursos nos quais se exige muita, mas muita escrita: ela cursa letras e eu curso jornalismo. E sempre que conversamos sobre isso, acabamos nos perguntando por que de isso acontecer com nós.

Não sei se é por falta de inspiração, pois eu sempre vivo com uma ideia “batucando” em minha mente e sempre que possível, tento desenvolvê-la e quase sempre ela nunca dá certo. É como se minha mente nesses últimos tempos estivesse com a “Memória interna cheia para ideias” e precisasse de um tempo para se acalmar e encontrar,  se não eu acabaria igual ao poeta Arthur Rimbaud, largando a literatura e indo trabalhar no contrabando de armas na Abissínia, alegando o esgotamento de ideias.

Mas por sorte eu talvez não acabe indo contrabandear armas na Abissínia, já que minhas ideias voltaram com tudo e agora posso voltar a escrever sem sentir um peso na consciência de que não consegui produzir um misera frase.


Afinal, consegui me livrar da Doença da Meia-Noite sem tantos danos e consequências em minha vida. E com umas ideias num caderninho de capa cinza.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Serena, Ian McEwan



Existe uma sensação inexplicável  de quando nós nos encontramos em algo, seja em uma música,num livro ou num filme.Parece que cada coisa que eles possuem foram feitas para nós,como se o autor do livro/da música/filme/etc tivesse passado uma temporada na minha casa e ter observado nossa vida e transformados elas em uma grande obra prima.

Porém, eu demorei um pouco para me “encontrar” em Serena do Ian McEwan.

Esse livro entrou na minha vida de um modo bem aleatório. Ano passado,eu estava arrumando a minha estante do Skoob, quando vi que ele na sessão de lançamento do site e logo de cara,me apaixonei pela capa vintage linda (sim, sou dessas que compra livro pela capa,mas antes que vocês me julguem, eu sempre dou uma lida no texto de orelha para saber mais sobre a obra),que me lembrou até a Pattie Boyd e a Marianne Faithfull (oi?),dei uma lida na sinopse e comecei a desejar ler esse livro,mesmo tendo outros 8398398493 para ler.E quando, eu não consegui o ingresso daquela exposição de Game Of Thrones que teve aqui em São Paul, ele me resolveu me deixar livre numa feira de livros que estava tendo no Super Shopping de Osasco e falou que eu poderia pegar o que quisesse,encontrei Serena e 2 cds do Tom Jobim e levei-os para casa.

Um ano se passou e depois que eu terminei de ler A Culpa é das Estrela,resolvi que tinha que ler esse livro,se não eu iria procrastinar por um bom tempo e não iria lê-lo,passei ele na frente de A Menina que Roubava Livros e li ele agora nas férias.

Serena é um romance sobre espiões.Não apenas porque a protagonista é uma jovem matemática que se vê recrutada pelo Serviço de Segurança britânico- o MI5 - em 1972,onde,além de ter que lidar com os agentes infiltrados do IRA e com um futuro que parece cada vez mais sombrio,quando é recrutada para uma para a Operação Tentação -onde o MI5  pretende que através de livros sobre anticomunismo,para assim fazer com que as pessoas acreditem o quão o capitalismo é bom para vida delas.E ela acaba misturando sua vida pessoal ,quando se envolve com T.H.Haley, o escritor que esta no centro da Operação Tentação.Ela é, portanto,agente e vítima,personagem e criadora, neste romance em todos esses papéis são questionados com fervor.

 
Enquanto lia,não pude deixar de me lembrar do filme mais recente da franquia de 007,Operação Skyfall,que é um dos meus filmes favoritos,em que a personagem M,a líder do MI5,diz que "Hoje travamos uma guerra através das ideias e que nossos inimigos agora não são mais públicos,são agora ocultos",e achei que isso se tratava do livro.Mesmo que a Guerra Fria,era evidente que Capitalismo x Comunismo,no livro eu,acabei percebendo que havia muito mais coisas que moviam essa guerra,algo mais oculto,que não se pode controlar,que são as ideias,elas controlam a guerra e principalmente aqueles que estão envolvidos na Operação Tentação.

E o que me fez me identificar com ela,é que ela é uma leitora voraz como todas nós.Ela lê de 2 a 3 livros por semana,ela vê que esta sem dinheiro para comprar livros caros e então frequenta sebo,e indica bons livros da literatura inglesa.Outra coisa que me fez me identificar com a Serena,foi o caso com a mãe dela obrigou ela a cursar matemática em vez de letras, que era realmente o sonho dela,pois segundo a sua mãe,ela seria uma mulher "fraca e rebaixada" e Serena até hoje se arrepende por não ter cursado Letras.Pareceu um pouco a situação que eu passei na época em que eu estava no vestibular e que todo mundo queria escolher a minha área que eu tive de brigar para o pessoal entender que eu era de Humanas e que iria fazer jornalismo.

Terminei de ler esse livro a algumas horas e fiquei louca desejando uma continuação, uma parte dois,uma fanfic do Ian McEwan,só para eu saber o que aconteceu com Tom Haley e com a Serena,saber quais livros ela esta lendo e saber como continua a sua vida e tudo mais,ou talvez,uma nova missão.Mas pelo visto,acho que nunca mais vai ter nenhuma.
  

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Eu sumo, eu apareço, eu volto a sumir de novo,e minha vida entra num looping infinito desse idas e vindas aqui.Eu não queria estar nessa situação,mas aconteceu e eu não consegui evitar.A dura verdade é que eu estou sofrendo um lindo "bloqueio de escritor", desses monumentais que mal consigo escrever uma palavra, e estou há mais de um mês nessa situação.

Tinha resolvido que nessas férias,eu ia escrever demais,lotar esse blog de posts,deixá-lo mais organizado e mais bonito de se ver e ler.Porém nada disso aconteceu.A começar que minha internet não quis colaborar e começou a cair o tempo todo durante quinze dias e, ela só voltou ase normalizar no dia em que a Alemanha foi campeã na Copa do Mundo (?!).Nesses quinzes dias aproveitei e fiz uma lista de todos os filmes que eu queria ver e assistir, e até agora eu assisti 15 filmes,sendo que a lista tem uns 30 filmes.E pra ajudar mais, meu notebook ontem resolveu não colaborar comigo e começou a dar uns pitis básicos,já avisando que não quer ser mais usado por uns tempos e deseja férias por tempos indeterminados.

Com todas essas notícias, ainda não me deitei em posição fetal e chorei.Ainda não.Mas um dia desses, se tudo estiver dando muito errado,eu deito e choro.

Também não vou pedir desculpas por ter sumido e ter voltado tão repentinamente.Esse é o meu blog e eu escrevo quando eu estiver bem e quando as ideias vem, e como a Queen Paty disse uma vez no facebook:

"Receita pra se passar 5 anos com o mesmo blog e não enjoar dele:escreva no seu tempo.O blog é seu, é um compromisso só com você mesma.Já passei meses sem postar, aí veio o sentimento e postei.É assim que tem que ser."
Ah desejo um ótimo feliz dia do escritor a todos vocês que como eu,tentam transformar tudo em palavras.

terça-feira, 15 de julho de 2014

No final,teve Copa sim.

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Algum filosofo contemporâneo do facebook disse uma vez que “Não podemos nos apegar a nada, nada mesmo”, e eu tenho que concordar com toda esse cara,não podemos mesmo.Eu odeio me apegar as coisas e quase nunca pratico esse hábito de gostar de alguma coisa demais e quando ela acaba eu demoro demais para desapegar.

A única vez que eu sofri com o desapego foi com a Copa de 2006.Me apeguei de tal forma ao evento,aos jogadores das seleções que participaram desta e ao Franz Beckenbauer de tal maneira que eu só falava de disso o tempo todo e só fui me libertar por completo de todo o feelings dessa copa quando eu conheci os Beatles em 2007.

Na Copa de seguinte em 2010,não me apeguei ao evento,mas me diverti bastante com mesas redondas e até bati em um menino,porque nossas opiniões divergiam e ele não aceitava a minha humilde opinião também.

E ai veio a Copa aqui no Brasil.A Copa das Copas,a Copa da zoeira e tudo mais.Disse pra mim mesma que não iria me apegar,e não me apeguei.Torci para o Brasil,mas torci mais para a Alemanha.Até ganhei umas figurinhas de alguns caras bonitos do álbum da Copa do meu irmão.

A final chegou e o Brasil não estava lá,perdeu de 7x 1 para a Alemanha na semi final.Eu não chorei,só fiquei rindo como uma louca pela minha casa,porque eu tinha decido que não iria torcer para ninguém naquele jogo e quando a Alemanha ganhou, eu me senti até que feliz,diferente do mundo todo,que estava pasmo e chorando,e ainda fez o pessoal chorar ainda mais perdendo de 3x0 para a Holanda na disputa pelo terceiro o lugar.

Lagrimas a parte, eu acompanhei a final meio com o coração na mão,esperando a Alemanha  golear Argentina,enquanto o meu pai me fazia perguntas sobre cada ano de cada Copa.E quando eu estava tomando café na casa da minha tia saiu o gol e eu gritei,eu pulei,todo mundo gritou,todo mundo pulou.Foi uma loucura.E quando eles ergueram aquela taça foi uma loucura maior ainda,uma coisa tão insana que eu levei algumas horas para entender tudo.

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momento inesquecível esse

Ontem de manhã eu acordei cedo para comprar o jornal para ficar com o pôster desse pessoal lindo,para um dia emoldurar e colocar na sala de casa e dizer pros meus filhos e netos que eu vi o tetra da Alemanha.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Às vezes parece que o universo quer ser notado.

No livro Uma Aflição Imperial de Peter Van Houten sobre uma menina chamada Anna e sua mãe de um olho só –uma paisagista obcecada por tulipas.As duas levam uma vida típica da classe média baixa numa pequena cidade Califórnia, até que um dia Anna é diagnosticada com um tipo raro de leucemia.

Uma Aflição Imperial por um breve espaço de tempo uniu Hazel Grace e Augustus Waters em A Culpa é das Estrelas. E John Green me uniu aos dois em duas breves semanas de junho.Eu adoraria que fosse mais algumas, ou talvez até mais um mês de bônus, mas não consegui.

Quando terminei de ler um livro, acabei sentido um pequeno rombo dentro do meu peito.É claro, Augustus Waters tinha morrido e eu não estava sabendo como lidar com a situação.Minha mãe, me vendo chorar sozinha enquanto tentava ver um episódio Hannibal, veio me consolar, dizendo que “Essas coisas são comuns nos livros onde as pessoas tem câncer” , e ela ainda completou com uma das frases que eu nunca pensei que ela poderia dizer: “Esse livro é tipo Game Of Thrones, as pessoas morrem no final”.

Ela um pouco de razão. No final do livro Augustus morre, assim como boa parte dos personagens na saga do Sor. George R.R. Martin morre no final, ou no meio, ou no começo do livro.A gente meio que aceita com o tempo a morte de todos eles e acaba lembrando daquele período mágico em que eles apareciam na série/livros.

Foi mais ou menos essa aceitação que tive em relação ao Gus e a Hazel.E também com o fato de Uma Aflição Imperial só existir no livro, pois adoraria estar colocando esse livro na minha meta literária do Skoob, mas não posso reclamar das escolhas que o John Green fez em relação, eu apenas as aceito como uma boa leitora faz.

okayokay

O pai de Hazel diz a ela uma das frases que eu achei muito linda,”Às vezes parece que o unverso só quer ser notado”,que acabou me lembrando uma das frases de Carl Sagan,’'Nós somos feitos de poeira de estrelas”.A culpa nunca foi delas,nem nossa,nem do John Green.Talvez através delas, ele nos mostrou como queremos ser notados e lembrandos.

Alguns infinitos são realmente maiores que outros.

domingo, 15 de junho de 2014

Habemus um pouco de espaço nessa vida.

Hoje,meu pai e meu irmão foram comprar figurinhas pro álbum da Copa do irmão,na banda de jornais que tem no Wall Mart no centro de Osasco,e meu irmão acabou me chamando para ir junto com eles.Enquanto eles compravam as figurinhas e meu irmão escolhia uma HQ pra ele,meu pai me disse que eu poderia escolher alguma coisa da banca e primeiro fui atrás da nova Rolling Stone,que tinha acabado de sair com o Peter Dinklage na capa mas ainda não havia chegado na banca e acabei levando o Estadão para casa por conta de um especial sobre o aniversário de 70 anos do Chico Buarque!E de junto com o jornal veio uma Veja e uma Veja São Paulo,porque meu pai achou que duas revistas e um jornal era uma baita de uma oferta e também já que eu faço jornalismo eu tinha que ler a revista.

Porém quando cheguei em casa e fui guardar as revista e o jornal no Guarda-Roupa para ler amanhã,pois eu tenho que terminar A Fúria dos Reis do Sor. George R.R.Martin que eu estou bem no finalzinho,só faltam 70 páginas pouca coisa,e eu vi que não tinha mais espaço para guardar o jornal e as revistas no guarda-roupa-livros.

Eu não tenho um quarto propriamente meu,e meu desejo desde sempre foi ter o meu canto para as minhas coisas.Eu durmo no mesmo quarto que a minha mãe e meu irmão,e lá não tem muito espaço para os meus livros,já que os guarda-roupas (só pra roupa mesmo) não tem espaço para guardar todos os livros e revistas e,acabo guardando tudo no outro quarto.O “O Outro Quarto” era o quarto do meu tio Saulo antes dele se casar e quando ele se casou ele me disse que o quarto era meu,e que eu poderia fazer qualquer coisa com ele,mas só levei os livros,os dvds e umas blusas que não cabiam no guarda-roupa e depois que eu tirei todas as coisas dele,guardei as minhas coisas lá e por conta disso acabo passando a maior parte do tempo mais nesse quarto do que o outro.

Quando eu vi toda aquela quantidade de espaço sendo usada para guardar cadernos do colegial,do fundamental II e a Caprichos,que até hoje eu não entendia porque eu tinha guardado e eu nunca vou entender,me fez sentir como se estivesse presa a um tempo que já se foi e eu ainda estou sendo obrigada a vive-lo.Essa sensação fez meu peito do doer,enquanto eu me perguntava,”Será que eu vou usar todos esses cadernos e folhas que eu guardei?”,porque eu fui obrigada a guardar todos esses cadernos e folhas para casa um dia eu precisasse e eu nunca precisei,e também se eu ficasse nesse mimimi todo de “Um dia desses eu vou precisar” eu nunca ia ter espaço para novas coisas e teria sempre que guardar aqueles papéis todos.

Tirei todos os cadernos,fichários,folhas,Caprichos e entre outras coisas velhas do guarda-roupas joguei tudo no chão e vi o que poderia guardar o não,mas acabei jogando um monte de coisas fora e amanhã de manhã pretendo jogar muito mais coisas.Brotou espaço no guarda-roupa onde eu não sabia que existia,brotou espaço também até na minha vida!Estou até me sentindo bem mais leve do que antes.

E toda essa limpeza me motivou a um dia tentar ser mais organizada e minimalista.Um dia,num futuro não tão distante,assim eu espero.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A saudade

Me sugiriram uma vez que eu escreve sobre a saudade.”Mas saudade de que?” eu perguntei tentando entender o que minha amiga queria dizer aquilo.Isso foi ano passado.2013.Eu realmente tentei escrever sobre a saudade naquele dia em que ela me sugeriu o tema,porém não consegui.Tentei repetir o feito esses dias mas quem disse que consegui?Saudade uma coisa tão abstrata para mim,que eu não conseguia descrever.Até domingo à noite.
Eu tinha dito para mim mesma que iria fazer uma limpeza geral em tudo,em tudo mesmo.Desde as minhas roupas e papéis,até chegar no meu blog.As roupas,os livros e os papéis eu consegui dar uma boa arrumada,e ai domingo,já que eu estava de bobeira,eu resolvi que iria dar uma arrumada no blog.
Primeiro fui dar uma olhada para ver quais postagens eu poderia escolher,apaguei umas meio-total-desnecessárias de 2012 que eu tinha escrito só pro blog não morrer e fui dar uma olhada para ver qual mais eu iria excluir.Até que eu achei as de 2011.
As postagens de 2011 eram piores que as de 2012.Eram mais toscas,mais sem sentido e de difícil entendimento.Era uma tentativa muito frustrada de escrever um blog.Quando comecei a ler elas,comecei a rir demais e,acabei me sentindo mais nova,voltando a ter 15 anos de novo,tentando tocar um blog.Exclui algumas das postagens,porque esse blog tinha que ficar um pouco limpo e com menos coisas estranhas,me dando assim mais liberdade pra reescrever coisas que eu tinha escrito antes mas de uma forma melhor.
Foi bom por um momento ter me lembrado tudo isso, e uma coisa que me ajudou a lembrar de tudo isso foi ter encontrado o Keane,meio perdido nas playslist do Spotify,me fazendo ficar mais nostálgica do que eu já sou.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

I'm feeling 18!


Hoje é o décimo oitavo dia do meu nome (Game Of Thrones feelings)!Ainda não tô acreditando que eu estou fazendo 18 anos!Sim é uma coisa tão chocante que eu ainda não sei o que escrever sobre isso,porque estou sem inspiração nenhuma pra fazer uma análise da minha vida até agora,mas nem sei por onde começar,pela nostalgia que eu estou tendo nesses últimos meses,que é um grande porre ou pela indecisão que a idade nos traz.
Pensando nisso tudo e em meio a uma semana de provas muito chata,que aliás vai ter prova justo hoje no meu aniversário,eu resolvi uma playlist com milhares de música sobre aniversário,festas e sobre ainda estar jovem e essas coisas do tipo.



1- Lana Del Rey - Happy Birthday Mr. President.
2-Taylor Swift - 22.
3-Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent.
4-Mallu Magalhães - Velha e Louca.
5-Katy Perry - Birthday 
6-Ira! - Envelheço na Cidade.
7-Ringo Starr - You're Sixteen.
8-The Killers - When You Were Young.
9-Elton John - Goodbye Yellow Brick Road.

bora dançar feras!
Enfim,um dia desses eu escrevo um post falando de como é estar ficando mais velha,mesmo só tendo 18 anos,ainda.


sábado, 3 de maio de 2014

3 on 3 - Abril

Cá estou aqui com mais um 3 on 3,aquele projeto super legal que eu participo todos os meses com a Joy e a Pat,no qual eu tenho que postar 3 fotos resumindo o mês passado.
Neste mês eu não sai muito por conta das provas e trabalhos que tive,mas deu pra tirar umas fotos aqui de casa.



Meu irmão serviu de modelo para esta foto.Ele não é o camisa 10 do time,mas até que joga bem.



Tirei essas duas fotos da laje de casa,estava um por do sol tão lindo que eu estava completamente apaixonada!Mostrei para a minha avó estas fotos e ela disse que ficaram perfeitas demais!E que eu estava fotografando bem melhor que antes!

Que tal verem as fotos da Joy e da Pati?
Até logo pessoas!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sobre a Nostalgia

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Saudades desse dia
Em algum post que eu escrevi aqui, eu falei sobre o fato de gostar de ser nostálgica e amar a nostalgia dos tempos passado,de gostar das coisas de outros séculos e essas coisas do tipo,que todo mundo sabe que eu amo/sou/respiro.Mas de uns tempos para cá, tudo mudou um pouco.Em vez de me pegar pensando que estou vivendo em outra época ou alguma coisa do tipo,eu me pego me lembrando de coisas que eu fazia quando eu era criança.
Não sei se isso é uma crise de identidade de quando as pessoas chegam aos 18 anos e ficam pensando sobre de como será a vida depois de mais um aniversário,no qual eu vou me tornar “Adulta” perante a lei e que eu já tô sentindo que não vai uma coisa legal que nem nos filmes estadunidenses sobre todo o assunto.
Mas tudo começou quando eu achei essa foto que esta encabeçando o post.
Esses dias eu estava me lembrando sobre a Let’s Rock, uma exposição sobre rock que aconteceu aqui em São Paulo, em 2012,e na época (Veja meu caro leitor quão velha eu estou) eu tinha 16 anos e tinha entrado definitivamente pro fandom de rock clássico e tinha começado a gostar de The Who, The Kinks e Cream,e quando soube dessa exposição pedi (Implorei na verdade) pro meu pai me levar e ele me levou e no dia que eu escolhi ia passar o show do The Who.
Eu surtei durante toda a exposição,tirei umas 7283728378273827 fotos e tiraria mais se o meu celular que eu tinha também não ajudou muito.Mas ai eu achei essa foto do Keith Moon,meu amorzinho e ai no desespero eu falei para o meu pai tirar a bendita da foto e ele tirou me perguntando o por que de eu estar com a cabeça no ombro dele e tudo mais, mas depois ele deu uma sacada que eu queria o cara da foto para mim, até hoje ele sabe disso.
E enquanto eu estava arrumando as fotos antigas no meu computador, eu acabei achando essa foto, e meu coração deu uma pequena apertada,porque eu me lembrei que esse ano 2012,foi extremamente louco e eu consegui aproveitar cada segundo dele.Mas as vezes eu me pergunto,se eu não poderia voltar e aproveitar mais alguns dele e desse dia em especial,para assim poder ficar mais alguns segundos com o meu amorzinho,Keith Moon.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Desastre teu nome é Mariana

Ontem eu quebrei meus óculos.Eu estava usando eles e ai fui abaixar o rosto e eles caíram no chão,eu desesperada para pega-los de volta que eu acabei pisando nele.Desesperada novamente,fui pedir ajuda pro meu avô que concerta as coisas pra ver se ele ajudava,mas não deu certo.Peguei meu primeiro óculos com metade do grau que eu usava e fui pra ótica no shopping onde minha mãe trabalha pra ver se ainda tinha salvação ou se a Hermione aparatava e fazia aquele feitiço que ela sempre fazia para reparar os óculos do Harry,ou se o Luciano ajudava também.Mas não tinha mais salvação para aquela armação.
O estrago foi tanta que o óculos não tinha jeito ou maneira de ser arrumado de novo,nem com feitiço ou com a ajuda do Luciano.A solução foi ter que comprar um óculos novo que parece com esse antigo que eu destruído,só que esse novo é roxo.
Fiquei triste demais com isso,até chorei um pouco de tanta raiva que eu estava.Minha mãe riu um pouco e depois me deu uma grande bronca depois.Meu pai riu demais e disse que se o desastre tivesse nome seria Mariana,por todas as coisas que eu faço quebrar.E ele tem razão sobre isso,consigo quebrar praticamente tudo que tenho,até meus ossos,como eu faço isso eu não sei responder!

Onde é que você estava Hermione? Daqui
E pra acabar com a tristeza toda,o óculos novo chega na terça-feira que vem,mas sempre vou sentir saudades do antigo vintage.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Does that answer your question? Sincerely yours, the Breakfast Club.


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Desde pequena eu sempre gostei dos filmes dos anos 80.Todo esse amor começou quando eu assisti a trilogia de De Volta Para O Futuro com os meus pais e logo de cara me apaixonei por todo filme que passava na sessão da tarde que minha mãe falava que era da “época dela”.E depois de um tempo, eu acabei começando a gostar de algumas bandas dos anos 80,por causa dela também.

Nesses indos e vindos da vida,há uns dois anos atrás,encontrei uma lista de filmes cults dos anos 80.Acabei dando uma pequena surtada porque já amava os filmes dos anos 80 e quando eu achei essa lista,eu estava me iniciando nos filmes cabeças da vida e comecei escolher qual eu iria ver.Metade da lista era consistia de filmes do Woody Allen e outra de filmes que eu só conhecia pelo nome mas eu já sabia da grande reputação deles,e ali no meio deles eu acabei encontrando The Breakfast Club,acabei procurando a sinopse e coloquei na lista de “Quero Assistir” do meu Filmow e acabei não assistindo.

Eu sempre procastinava ou esquecia de ver esse filme,até que uns dias atrás eu e o Gabriel,estavamos metendo o pau em Brilhante Victoria e lembramos que tinha um episósdio baseado nesse filme, xingamos tanta a série,que rimos demais.O filme ficou tanto na minha cabeça que eu resolvi procurar o trailer,gostei tanto que resolvi que de uma vez por todas eu iria ver esse filme.E na sexta-feira passada eu consegui assistir.

A história de cinco adolescente que cometeram pequenos delitos e acabam tendo que passar o sabádo na escola,e são obrigados a escrever cada um,uma redação com mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmo.Ao longo do filme,eles vão contando o porque eles estão ali,confissões sobre a vida e tudo mais.

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O mais legal de tudo é que nós nos parecemos com eles,que compartilhamos dos mesmos problemas da adolência,como o relacionamento com os pais,a descoberta do amor,a descoberta de quem somos nós nesse mundo tão estranho.Porque a cada confissões deles, a gente se encontrando num pequeno pequeno grupo de cinco pessoas.

E no final de tudo acabei descobrindo que sou meio Allison (A doida) com Brian (O nerd),mas não tenho nada do Andrew ( O atleta),da Claire (a popular) e do Johnny (O marginal).





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Allison 




domingo, 13 de abril de 2014

Porque eu desenhei o Franz Beckenbauer em vez do Pelé

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Estamos à 60 e poucos dias da Copa do Mundo,segundo a uma contagem regressiva que a globo esta fazendo,e agora ela estava perguntando ao seus jornalistas e artistas qual foi a copa da vida deles e o que mais marcou na vida deles.Caso é que eu acabei me perguntando isso,e percebi que a copa que mais marcou a minha vida foi a de 2006/1974,que eu acabei me lembrando enquanto fazia um trabalho sobre pra a disciplina de EAD –que  é a matéria online que eu tenho que fazer,muito chata pra caramba – que me fez passar o fim de ano numa grande nostalgia.
Quando teve a copa de 2006,eu tinha 10 anos e estava na quarta série,e a professora mandou a gente desenhar um jogador de futebol que nós mais gostávamos.Minhas colegas inventaram jogadoras de futebol porque elas sempre diziam que era coisa de menino e nunca tinha uma menina ali e outras desenharam o Kaká porque elas achavam ele lindo.Meus colegas desenharam o Ronaldo,o Ronaldinho Gaúcho,Kaká e todo aquele pessoal de 2006.E eu desenhei o Franz Beckenbauer.
Franz Beckenbauer foi um jogador de futebol que jogou na seleção da Alemanha Ocidental na Copa do Mundo de 1974,na Alemanha Ocidental.Ele era conhecido com o Kaiser,que traduzindo para o português significa Imperador,ou seja ele era o Pelé da Alemanha.Conheci ele numa reportagem no Esporte Espetacular,em que contava sobre como a Alemanha venceu essa Copa de 74 e eu gostei bastante da reportagem, do próprio Beckenbauer.E ai quando teve esse trabalhinho,eu resolvi desenhar ele,segurando a taça levantando ela pra cima.
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Quando minha professora e meus coleguinhas viram o desenho elas me perguntaram: Por que ele?E eu respondi,que eu gostava dele.E ai eles me perguntaram por que não o Pelé e eu respondi que nem pro café ele fazia algo de bom.E ai eu expliquei que: Beckenbauer era mil vezes melhor que o Pelé,e a professora me chamou de antipatriota e me mandou ficar no canto mais sozinho da sala.
Passou uns dias e eu acabei sendo chamada na diretoria da escola,e lá estavam minha mãe,minhas duas professoras,a psicóloga da escola,a diretora e o meu desenho do Beckenbauer.Todos me perguntaram o por que eu tinha desenhado ele?Por que eu não desenhei um brasileiro ou um inglês qualquer da vida?Por que?Por que?Respondi que eu desenhei porque eu quis e a psicóloga fez minha mãe me proibir de ver tv. por um tempo e não deixar eu ver o Beckenbauer por um tempo.
Minha mãe brigou tanto comigo por causa desse desenho que passei mais de um mês sem ver tevê,mas vi uns pedaços da copa e acabei torcendo pra Alemanha de tanta raiva que eu estava do povo brasileiro.Minha mãe contou pra família toda,que riu de mim por um bom tempo.No final, o Brasil foi eliminado na semi-final pela França e a Alemanha ficou em terceiro e quem ganhou a copa foi a Itália.
Quando me lembrei disso tudo enquanto fazia a pesquisa sobre a copa do mundo,ri horrores,pensando o por que brigaram tanto comigo por conta de um desenho?Uma coisa tão desnecessária!E nem me deixaram ficar com o desenho,que nem era tão bonito assim!Mas pelo menos,o Beckenbauer é ainda o meu jogador de futebol favorito.
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Acho que vai ter Copa sim!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

3 on 3 - Março


Olá a vocês,cá estou eu aqui para mais um 3 on 3,com as fotos de março,que se eu pudesse eu postava mais que três porque foram muitas!E agora que estou com o meu notebook de volta,poderei fazer mais posts!yeep!


Fui à Sala São Paulo,assistir a um concerto de música clássica e foi uma das coisas mais lindas que eu já tive o prazer de ver/ouvir.Tirei essa foto na visita monitorada que teve lá e estou escrevendo uma crônica sobre o dia,porque foi muito doido!


Outra foto que tirei no dia do concerto,quando eu já estava indo embora.A Sala São Paulo fica ao lado da Estação Júlio Prestes,é um lugar lindo,porém,um lugar sujo,fedido e mal cuidado!Acredito que um dia esse lugar pode ser habitado e talvez quem sabe,eu vá morar ai!

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Na minha faculdade houve,na semana passada,a Semana de Comunicação,um evento organizado pelos cursos de Jornalismo (o meu curso) e o curso de Publicidade & Propaganda.Na quarta teve uma palestra muito interessante de duas jornalistas sobre o Jornalismo Televisivo e depois uma de publicidade que não entendi nada.Já na quinta teve um TCC lindo sobre o Rock Paulista na Década de 80,que eu amo/sou/adoro/respiro,porque tem uma das minhas bandas de rock favoritas, o Ira! E na hora que eles apareceram eu dei uma surtada básica! hahaha! (Se quiser assistir o documentário clique aqui).E na sexta houve um show de talentos,na qual eu tive de participar como ancora do jornal zuera que minha sala fez!

Que tal ver os posts da Pati e o da Joy ?
Por hoje é só pessoal!Até mais.





                                     

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quatro Anos de Blog!

É aniversário  do blog mas ta valendo {Daqui}
Mesmo com muitos posts atrasados e meio começados e com algumas vontades de escrever mas sem tempo e vontade por conta da faculdade,hoje venho comemorar os quatro anos de vida deste lindo blog!
Há quatro anos atrás eu estava em casa,com o notebook do meu tio,pensando no que fazer da minha vida e minha amiga disse que era legal ter um blog e eu resolvi fazer um e criei esse daqui e nem lembro o primeiro nome dele mais.Mas em 2011,eu conheci o The Kinks e conheci uma música deles chamada "Autumn Almanac" que falava o quanto o vocalista da banda,o Ray Davies,amava o outono!De cara me identifiquei com a música,já que o outono é a minha estação favorita e traduzi o nome da música,e ficou Almanaque de Outono!
E assim comemoro estes 4 anos (já que quatro é o meu número da sorte hihihi),prometendo mais posts e que venha mais 4 anos de blog!
Um beijo e até mais!


Yes, yes, yes, it's my autumn almanac

quarta-feira, 19 de março de 2014

A minha primeira frustração

A minha primeira frustração da vida ocorreu quando eu tinha seis anos de idade,mas também foi a primeira vez que olhei para o espaço de uma forma diferente,e também a primeira vez que um livro me transformou por completo.
Na época,minha avó trabalhava na secretaria de uma escola perto de nossa casa e ela sempre ganhava livros e trazia para mim,e uma vez,numa tarde depois que eu voltei da escola,ela havia trazido um livro para mim ler,já que naquela época eu estava já lendo muito bem.
Fui para o meu quarto e comecei a ler um livro.
Ele contava a história de uma menina que tinha poucos amigos e uma imaginação muito grande,exatamente como eu,e seu maior sonho era de viajar para a Lua, e desbravar o espaço.E assim,ela entrava em seu guarda-roupa que virava sua nave espacial e viajava por todo o espaço,até chegar na Lua e viver por lá o resto de sua vida.
Durante anos na minha vida,eu brincava de ir a Lua dentro do meu guarda-roupa.Tinha descoberto ali o meu refúgio secreto,que eu poderia visitar sempre que eu desejasse.Foram bons tempos aqueles.Perdi o livro,entre uma mudança de casa outra mas guardei toda aquela maravilhosa história dentro de mim.Até ter uma aula de ciência,aos 8 anos,que mudou um pouco a minha vida.
A professora explicava sobre o sistema solar,dos movimentos da Terra e de como cada planeta possuía pra si um ou vários satélites.Eu achava tudo aquilo muito fascinante e quando ela abordou o tema da Lua,internamente eu acabei dando uma pequena surtada de tanta alegria,porque eu realmente amava aquele lugar e também achava que a Lua era planeta.
-A Lua é o satélite da Terra - disse ela.
-Satélite?Não professora! - respondi - A Lua é um planeta!
-Não a Lua não é um planeta!Ela é um satélite!Você esta enganada! - respondeu ela.
Tivemos uma pequena discussão no qual eu comecei a chorar e tentei comprovar para ela,em meio aos risos dos meus colegas de classe.Sem sucesso e de tanto chorar acabei indo parar na diretoria,sem sucesso novamente a diretora não acreditou que a Lua era planeta e que não acreditava que as pessoas poderiam viajar para Lua dentro do guarda-roupa delas.
-Como não?Se a menina do livro pode,por que eu não posso? - eu perguntei.
-Ora,nem tudo o que acontece nos livros pode acontecer! - ela respondeu. - E pare de chorar!Se um dia você quer ir realmente para Lua,não poderá ir chorando!
Cheguei em casa e contei tudo isso a minha mãe,ela realmente disse que a Lua era um satélite da Terra e não um planeta.Eu havia me frustrado por completo.
Mas guardei dentro de mim o que a diretora havia me dito,que eu ainda poderia ir para Lua,um dia.Mas não mais pelo guarda-roupa e sim numa nave espacial.
E para assim,tentar um dia encontrar o livro que se perdeu a tanto tempo no espaço e que acabou marcando a minha vida.