sexta-feira, 25 de julho de 2014

Eu sumo, eu apareço, eu volto a sumir de novo,e minha vida entra num looping infinito desse idas e vindas aqui.Eu não queria estar nessa situação,mas aconteceu e eu não consegui evitar.A dura verdade é que eu estou sofrendo um lindo "bloqueio de escritor", desses monumentais que mal consigo escrever uma palavra, e estou há mais de um mês nessa situação.

Tinha resolvido que nessas férias,eu ia escrever demais,lotar esse blog de posts,deixá-lo mais organizado e mais bonito de se ver e ler.Porém nada disso aconteceu.A começar que minha internet não quis colaborar e começou a cair o tempo todo durante quinze dias e, ela só voltou ase normalizar no dia em que a Alemanha foi campeã na Copa do Mundo (?!).Nesses quinzes dias aproveitei e fiz uma lista de todos os filmes que eu queria ver e assistir, e até agora eu assisti 15 filmes,sendo que a lista tem uns 30 filmes.E pra ajudar mais, meu notebook ontem resolveu não colaborar comigo e começou a dar uns pitis básicos,já avisando que não quer ser mais usado por uns tempos e deseja férias por tempos indeterminados.

Com todas essas notícias, ainda não me deitei em posição fetal e chorei.Ainda não.Mas um dia desses, se tudo estiver dando muito errado,eu deito e choro.

Também não vou pedir desculpas por ter sumido e ter voltado tão repentinamente.Esse é o meu blog e eu escrevo quando eu estiver bem e quando as ideias vem, e como a Queen Paty disse uma vez no facebook:

"Receita pra se passar 5 anos com o mesmo blog e não enjoar dele:escreva no seu tempo.O blog é seu, é um compromisso só com você mesma.Já passei meses sem postar, aí veio o sentimento e postei.É assim que tem que ser."
Ah desejo um ótimo feliz dia do escritor a todos vocês que como eu,tentam transformar tudo em palavras.

terça-feira, 15 de julho de 2014

No final,teve Copa sim.

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Algum filosofo contemporâneo do facebook disse uma vez que “Não podemos nos apegar a nada, nada mesmo”, e eu tenho que concordar com toda esse cara,não podemos mesmo.Eu odeio me apegar as coisas e quase nunca pratico esse hábito de gostar de alguma coisa demais e quando ela acaba eu demoro demais para desapegar.

A única vez que eu sofri com o desapego foi com a Copa de 2006.Me apeguei de tal forma ao evento,aos jogadores das seleções que participaram desta e ao Franz Beckenbauer de tal maneira que eu só falava de disso o tempo todo e só fui me libertar por completo de todo o feelings dessa copa quando eu conheci os Beatles em 2007.

Na Copa de seguinte em 2010,não me apeguei ao evento,mas me diverti bastante com mesas redondas e até bati em um menino,porque nossas opiniões divergiam e ele não aceitava a minha humilde opinião também.

E ai veio a Copa aqui no Brasil.A Copa das Copas,a Copa da zoeira e tudo mais.Disse pra mim mesma que não iria me apegar,e não me apeguei.Torci para o Brasil,mas torci mais para a Alemanha.Até ganhei umas figurinhas de alguns caras bonitos do álbum da Copa do meu irmão.

A final chegou e o Brasil não estava lá,perdeu de 7x 1 para a Alemanha na semi final.Eu não chorei,só fiquei rindo como uma louca pela minha casa,porque eu tinha decido que não iria torcer para ninguém naquele jogo e quando a Alemanha ganhou, eu me senti até que feliz,diferente do mundo todo,que estava pasmo e chorando,e ainda fez o pessoal chorar ainda mais perdendo de 3x0 para a Holanda na disputa pelo terceiro o lugar.

Lagrimas a parte, eu acompanhei a final meio com o coração na mão,esperando a Alemanha  golear Argentina,enquanto o meu pai me fazia perguntas sobre cada ano de cada Copa.E quando eu estava tomando café na casa da minha tia saiu o gol e eu gritei,eu pulei,todo mundo gritou,todo mundo pulou.Foi uma loucura.E quando eles ergueram aquela taça foi uma loucura maior ainda,uma coisa tão insana que eu levei algumas horas para entender tudo.

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momento inesquecível esse

Ontem de manhã eu acordei cedo para comprar o jornal para ficar com o pôster desse pessoal lindo,para um dia emoldurar e colocar na sala de casa e dizer pros meus filhos e netos que eu vi o tetra da Alemanha.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Às vezes parece que o universo quer ser notado.

No livro Uma Aflição Imperial de Peter Van Houten sobre uma menina chamada Anna e sua mãe de um olho só –uma paisagista obcecada por tulipas.As duas levam uma vida típica da classe média baixa numa pequena cidade Califórnia, até que um dia Anna é diagnosticada com um tipo raro de leucemia.

Uma Aflição Imperial por um breve espaço de tempo uniu Hazel Grace e Augustus Waters em A Culpa é das Estrelas. E John Green me uniu aos dois em duas breves semanas de junho.Eu adoraria que fosse mais algumas, ou talvez até mais um mês de bônus, mas não consegui.

Quando terminei de ler um livro, acabei sentido um pequeno rombo dentro do meu peito.É claro, Augustus Waters tinha morrido e eu não estava sabendo como lidar com a situação.Minha mãe, me vendo chorar sozinha enquanto tentava ver um episódio Hannibal, veio me consolar, dizendo que “Essas coisas são comuns nos livros onde as pessoas tem câncer” , e ela ainda completou com uma das frases que eu nunca pensei que ela poderia dizer: “Esse livro é tipo Game Of Thrones, as pessoas morrem no final”.

Ela um pouco de razão. No final do livro Augustus morre, assim como boa parte dos personagens na saga do Sor. George R.R. Martin morre no final, ou no meio, ou no começo do livro.A gente meio que aceita com o tempo a morte de todos eles e acaba lembrando daquele período mágico em que eles apareciam na série/livros.

Foi mais ou menos essa aceitação que tive em relação ao Gus e a Hazel.E também com o fato de Uma Aflição Imperial só existir no livro, pois adoraria estar colocando esse livro na minha meta literária do Skoob, mas não posso reclamar das escolhas que o John Green fez em relação, eu apenas as aceito como uma boa leitora faz.

okayokay

O pai de Hazel diz a ela uma das frases que eu achei muito linda,”Às vezes parece que o unverso só quer ser notado”,que acabou me lembrando uma das frases de Carl Sagan,’'Nós somos feitos de poeira de estrelas”.A culpa nunca foi delas,nem nossa,nem do John Green.Talvez através delas, ele nos mostrou como queremos ser notados e lembrandos.

Alguns infinitos são realmente maiores que outros.