quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Naturalidade

 Até pouco tempo atrás eu tinha uma relação de amor e de ódio com o futebol. Amor pelo fato de só gostar dele na época de Copa do Mundo, onde eu sempre revelo um estranho conhecimento sobre atuações de seleções, sedes, datas, campeões, pessoas e entre outras curiosidades que aprendi ao longo desses meus dezoito anos de existência. Ódio, pelo fato de eu detestar ter que ver, conviver, ouvir sobre futebol o tempo todo seja em casa ou na faculdade, na televisão ou em qualquer lugar
Porém de uns tempos para cá tudo isso mudou.

Tudo começou com o fato de admitir para eu mesma que eu amo Formula Um e que ninguém mais iria achar estranho uma moça comentando o assunto e depois de meses numa intensa febre de corridas no domingo de manhã, muitos filmes sobre a rivalidade entre o Niki Lauda e o James Hunt e muitas pesquisas no tumblr sobre outros pilotos dos anos 70, eu resolvi que tinha que “dar uma chance“ para o futebol, já que eu havia dado uma para Formula Um.

A tal chance aconteceu, numa noite de sexta-feira de abril, enquanto eu fazia um trabalho sobre a história da Copa do Mundo, para a matéria online que eu faço na faculdade. Enquanto lia sobre a final de 74, entre Alemanha Ocidental e Holanda, acabei encontrando uma das minhas primeiras paixões, se não a primeira e estranhamente avassaladora, Franz Beckenbauer.

Enquanto eu relembrava de como me apaixonei por ele, comecei a sentir interesse a voltar a acompanhar o futebol de perto. Assim, voltei a assistir a programas sobre o assunto e os jogos da Copa do Mundo, do Corinthians, Bayer de Munique e do Manchester United, a ler os cadernos de esportes dos jornais e a discutir o assunto com a minha família, com os meus amigos, com o pessoal da faculdade e da internet.

O futebol acabou voltando a se tornar uma coisa tão natural na minha vida, que sem pensar, acabei comprando um livro na Bienal, sobre o assunto. E só descobri que o livro, chamado Os Garotos do Brasil do Rui Castro, se tratava de futebol quando eu vi o Pelé na capa. Resmunguei um pouco brava, já que eu não gosto tanto assim do Pelé, mas quando folheie o livro, me apaixonei por completo. Porém ainda não tive a oportunidade de lê-lo já que os livros da faculdade e outros que eu já havia comprado para ler neste ano estão tomando o meu tempo.

Agora, divido o meu tempo em ficar lendo sobre futebol, especialmente o futebol alemão e o inglês, pois fiquei atraída demais depois de eu ter conhecido Gerd Müller, Paul Breitner, George Best e Sepp Maier e os estudos da faculdade.

Acabei percebendo que quando começamos a gostar de alguma coisa sem notar, ela acaba se tornando algo natural, vai se acomodando aos poucos, sem a gente se dar conta, se tornando algo “nosso” e é mais ou menos assim que eu me sinto com o futebol. 






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